Todos nós conhecemos alguém que é muito bom contando histórias. São aquelas pessoas que, seja em reuniões familiares ou com amigos, conseguem cativar completamente os ouvintes e manter a atenção deles na narrativa. Isso é o que se conhece como storytelling, ou a arte de contar histórias. Neste artigo, queremos explicar a importância de incorporá-la às salas de aula e por que lhe damos um lugar fundamental nos livros da SmartTEAM.

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O storytelling utiliza as técnicas tradicionais da narrativa e apela às emoções dos ouvintes ou leitores para gerar empatia neles e, assim, construir uma história envolvente. Essa arte, amplamente utilizada pelo marketing como estratégia de negócios, pode ser empregada nas escolas para enriquecer e potencializar os processos de ensino e aprendizagem. Por quê?
1. O storytelling desenvolve a escuta ativa e estimula a criatividade dos alunos.
Não é a mesma coisa começar as aulas ensinando a teoria do que fazê-lo contando uma história. Desde o primeiro minuto, os alunos ficarão motivados pela curiosidade e vão querer saber mais sobre as experiências do protagonista da história. Isso, por sua vez, fará com que consigam manter a atenção por um tempo maior do que estão acostumados.
2. Promove a empatia.
No âmbito educacional, a narrativa permite que os alunos compreendam temas complexos com mais facilidade. Não será a mesma coisa conversar, por exemplo, sobre o que foi historicamente a Segunda Guerra Mundial, do que começar a estudá-la a partir da experiência pessoal vivida pela famosa Ana Frank.
3. Cria um vínculo mais próximo com o professor e promove um ambiente mais participativo na sala de aula.
Criar e contar histórias aos alunos não só estimulará a curiosidade deles, mas também criará um ambiente descontraído, no qual os alunos se sentirão à vontade e dispostos a participar.
Assim como a gamificação, a arte de contar histórias é uma excelente estratégia e oportunidade para promover aprendizados significativos. Não é apenas uma ferramenta valiosa porque nos permite transmitir conhecimentos, mas também porque nos dá a possibilidade de transmitir valores.
Uma das duas metodologias pedagógicas nas quais o SmartTEAM se baseia é a narrativa. Esse projeto educacional propõe uma experiência de aprendizagem do pensamento computacional e da robótica por meio de histórias. Em cada um dos projetos, os alunos percorrem uma jornada acompanhados por certos personagens que os motivam a aproveitar seus conhecimentos e trabalhar em equipe para superar os desafios que lhes são apresentados.

Susan, Tati, Eli, Artur e Milo, cujas iniciais formam o modelo STEAM, são os personagens que acompanham os alunos desde o primeiro livro. À medida que os anos passam e eles mudam de livro, as ilustrações mostram como cresceram — assim como os alunos! Cada um tem uma personalidade e um estilo diferentes, com uma habilidade especial na área correspondente à sua inicial. Milo, por exemplo, é habilidoso em matemática. Susan, em ciências (Science). Tati, Eli e Artur, em tecnologia, engenharia (Engineering) e arte.
Por meio de tirinhas com diversas situações e balões de diálogo nos quais os personagens explicam conceitos teóricos fundamentais, os alunos têm a oportunidade de explorar e aprender tudo sobre robótica e programação.

A narrativa apresentada nos livros da SmartTEAM busca ser, acima de tudo, uma oportunidade para que os alunos, trabalhando em equipe, alcancem um aprendizado significativo e de qualidade. As histórias contadas em cada projeto são um elemento muito importante, pois fornecem contexto para o aprendizado da programação e da robótica. Elas nos ajudam a abordar o aprendizado da tecnologia a partir de uma perspectiva que a concebe como uma ferramenta a serviço dos outros e um meio para resolver problemas reais, implementar novas ideias e tornar este mundo um lugar melhor.



